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Agepen mantém visitas em presídios e quer abrir 603 vagas em nova unidade

As visitas estão mantidas. Visita normal, afirma o diretor-presidente

Máxima tem superlotação e expectativa é trasferir presos para unidade na Gameleira. (Foto: Fernando Antunes)

Uma década após a maior rebelião do sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul, permanece o cenário de superlotação e temor de que, passados dez anos, o Dia das Mães volte a ser de motim.

No primeiro cenário, a Agepen (Agência Estadual Administração do Sistema Penitenciário) espera ativar até o fim do ano uma nova unidade penal para desafogar a Máxima e a penitenciária de Dourados. No segundo, a agência não detectou indicativo de rebelião e a visita foi mantida no fim de semana.

“Aumentou o número de vagas, mas não na mesma proporção do número de criminosos e condenados. É uma situação que existe a nível nacional e com repercussão maior no Mato Grosso do Sul por força do tráfico de drogas e a capacidade da polícia de coibir o crime. Um grande benefício ao país inteiro. Quando prendemos traficantes aqui, nós impedimos que as drogas cheguem aos outros Estados e União não tem reconhecido isso na proporção que deveria. Daí nós temos muito mais presos do que vagas”, afirma o diretor-presidente da agência, Ailton Stropa Garcia.

A expectativa é ampliar 603 vagas com a inauguração neste ano de um presídio masculino na Gameleira, na Capital. “Serão transferidos os presos das unidades mais superlotadas em Dourados e Campo Grande”, diz o diretor. Na Gameleira, também devem ser construídos um presídio feminino com 407 vagas e outro masculino com 603 vagas.

Minuto a minuto – Desde 2006, a visita aos presos foi dividida em sábado e domingo nas maiores unidade penais: Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, ePenitenciária Estadual de Dourados. Na Máxima, a média é de 700 visitantes num fim de semana. Por se tratar de data comemorativa, a expectativa é 900 visitantes entre sábado e domingo.

“Nossa gerência de inteligência acompanha de minuto a minuto. Por enquanto, não temos indicativo de que haja qualquer rebelião ou crise no fim de semana. As visitas estão mantidas. Visita normal, claro que no Dia das Mães é possível que venha mais familiares”, afirma Stropa.

A maior rebelião foi em 14 de maio de 2006. Com epicentro em São Paulo e ordenada pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), o motim chegou a Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá.

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