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Bombeiros alertam para o risco de embarcações improvisadas

De janeiro até hoje, seis pessoas morreram afogadas em rios de Três Lagoas

Jovem de 20 anos morreu depois de embarcação virar neste domingo (Foto: Celso Daniel / JP News)

De janeiro até o início desta semana, seis pessoas morreram vítimas de afogamento, a maioria em rios que cortam Três Lagoas e região. O caso mais recente foi registrado na tarde deste domingo (3), em uma região conhecida como Ilha Comprida, no rio Paraná.

Conforme informações do Corpo de Bombeiros, a vítima, uma jovem de 20 anos, estava em uma embarcação improvisada – tipo de casa flutuante – com outras três pessoas, quando a embarcação afundou. Os outros conseguiram se salvar.

As causas do acidente ainda serão investigadas pela polícia. Entretanto, o Corpo de Bombeiros alerta para os riscos desse tipo de embarcação. De acordo com o tenente Waldevino Gomes Pinheiro, essas embarcações improvisadas não contam com qualquer instrumento de segurança ou de prevenção a acidentes. “A nossa orientação é não usar esse tipo de embarcação. Não é seguro, mesmo sabendo nadar. No caso dessa jovem, ela ficou presa à embarcação que afundava”, explicou.

O oficial explicou que a fiscalização desse tipo de embarcação fica a cargo da Marinha. Em Três Lagoas, completou, sabe-se da existência de outras três casas flutuantes como aquela, no mínimo.

ALERTA

Somente nos três primeiros meses do ano, foram seis casos de afogamento registrado pelos bombeiros. Conforme estatísticas da corporação, foram dois casos em janeiro, dois em fevereiro, um em março e um em abril, até o momento. O índice corresponde a 70% do total de mortes registradas em todo o ano passado. Em 2015, nove pessoas morreram afogadas em Três Lagoas e região. Nos dois anos, a maior parte das mortes foi concentrada nos rios, principalmente Paraná e Sucuriú.

“A maior parte das pessoas que se afogam sabe nadar. Por isso a importância de sempre usar o colete salva-vidas e tomar todos os cuidados necessários, como não ingerir bebidas alcoólicas, evitar locais de grande profundidade, entre outros”, completou.

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