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Capital de MS tem mais de 3 mil raios em 3 horas e meia, diz meteorologista

Foi o segundo dia atípico este ano, com tempestades elétricas e chuva.Campo Grande ocupa 3ª posição entre cidades com mais mortes por raios.

Raio em Campo Grande no mês de fevereiro de 2016 (Foto: Maria Caroline Palieraqui/Arquivo Pessoal)

Campo Grande viveu o segundo dia atípico este ano, com a tempestade elétrica e pancadas de chuva que resultaram em 3.130 raios, em um período de 3h30, de acordo com o meteorologista Natálio Abraão. A análise, do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), que é ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontou 982 raios às 19h50 desta quinta-feira (7).

“Modelos e imagens analisadas indicaram forte tempestade elétrica com raios, descargas elétricas e trovões associada a pancadas de chuva. O evento começou às 17h50 e seguiu até às 21h20. As chuvas tiveram volume maior na região do Shopping Bosque dos Ipês com 20,2 mm e no bairro Santo Antônio, com 11 mm”, afirmou ao G1 o meteorologista

Antes, tal fenômeno ocorreu no dia 30 de março. Já os volumes menores foram registrados nos bairros Carandá Bosque, Cabreúva e a região do Shopping Norte Sul. Ventos fortes não houve incidência.

“A influência El Niño atinge Mato Grosso do Sule está prolongando esta sequência de descargas elétricas, tendo influência da temperatura e umidade. Vamos iniciar a fase de redução deste fenômeno nos meses de junho, julho e agosto”, comentou Abraão.

Neste período, o especialista diz que é necessário reduzir o uso de telefone fixo, não ficar próximo de cercas, árvores, piscinas e campos de futebol, por exemplo. “A pessoa não deve se arriscar e sabe que pode até morrer com tempestades elétricas. O local mais correto é ficar dentro de casa e do carro”, explicou.

Professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o geofísico espacial Moacir Lacerda, ressaltou que também registra as descargas elétricas e que a chuva do norte para o sul do estado.

“É um fenômeno que causou curiosidade e muitas pessoas tentaram fotografar os raios. São dias muito quentes em que as tempestades se formam com uma quantidade de raios maior e mais alta”, disse.

Ranking e mortesEm todo o país, a capital sul-mato-grossense ocupa a 3ª posição entre as cidades com mais mortes por raios nos últimos 15 anos, ainda segundo o Inpe. Foram 11 vítimas, ficando atrás somente de Manaus (22 vítimas) e São Paulo (26 vítimas). Ainda no estado de MS, Ribas do Rio Pardo tem um número significativo de mortes: 7, ocupando a 9ª posição.

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