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Homem é condenado por roubar, matar e ocultar corpo de pecuarista

Crime aconteceu na fazenda da vítima, em Aquidauana, em 2014.Dois outros acusados do latrocínio morreram.

Um homem de 40 anos foi condenado a 28 anos, 10 meses e 7 dias de prisão em regime fechado por latrocínio e ocultação de cadáver de um pecuarista de Aquidauana, a 131 quilômetros de Campo Grande. Ele era funcionário da vítima.O crime aconteceu entre os dias 13 e 14 de novembro de 2014, na fazenda do produtor rural. O corpo nunca foi encontrado, no entanto, conforme consta no processo, perícias feitas em diversos locais relacionados ao latrocínio, depoimentos de testemunhas e de acusados comprovam a morte.Consta na sentença, publicada na edição desta terça-feira (15) do Diário Oficial da Justiça, que o condenado trabalhava na fazenda havia uma semana quando o crime aconteceu.

A companheira dele, que era cozinheira no local pelo mesmo período e outro trabalhador da fazenda, que já tinha sete meses lá, também foram réus pelo latrocínio, mas morreram. A mulher, neste ano, na Santa Casa de Campo Grande, após passar mal na cadeia de Anastácio e o homem, durante tiroteio com policiais.Conforme a sentença, os dois homens teriam matado o pecuarista a tiros na sede da fazenda, depois, junto com a mulher, colocaram o corpo em um trator e o levaram até o Rio Vermelho. Para que o cadáver não boiasse e fosse encontrado, eles teriam aberto o abdômen da vítima e com isso atraído animais.Segundo a acusação, o trio revirou a casa da vítima e de lá roubou dinheiro, instrumentos musicais e armas de fogo. O crime foi descoberto depois que uma pessoa que havia feito negócio com o pecuarista se deparou com a sede da fazenda revirada e avisou a polícia. Além disso, o condenado se apresentou à polícia, em Corumbá.De acordo com a sentença assinada pelo juiz Giuliano Máximo Martins, além da condenação à prisão, o réu também terá que pagar 155 dias multa no valor de 1/30 do maior valor do salário minímo vigente à época.

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