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Infestação por Aedes aegypti aumenta no Recife

Por isso, a capital perdeu o posto de menor índice da última década.Mesmo com piora de quadro, Vigilância diz que número ainda é aceitável.

Há dez anos que a cidade apresentava um LIRAa de 3,4% (Foto: Divulgação/Pixabay)

Parece que quando se trata do combate ao Aedes aegypti não é possível comemorar por muito tempo os bons números. De acordo com o último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), o Recife perdeu o posto de menor índice da última década: 1,1%. Agora, a capital pernambucana apresenta um LIRAa de 1,68%. Há dez anos, a cidade apresentava um LIRAa de 3,4%. A análise foi finalizada na última sexta-feira (1º).

Mesmo com esse aumento, a gerente geral de Vigilância à Saúde do Recife, Maisa Teixeira, garante que o número ainda está em um patamar aceitável. “O ideal, óbvio, é menor que um, mas menor que dois também é bom. O que pode ter acontecido é que pegamos uma mostragem [do mosquito] mais elevada. Vai ver, pegamos quarteirões com problemas”, pondera. O levantamento é feito a cada dois meses.

O objetivo do LIRAa é indicar o risco de transmissão das arboviroses em uma população. No último levantamento do estado, divulgado no fim de março, ficou evidenciado a situação de risco em 84 municípios pernambucanos, sendo 69 em alerta de endemias, responsáveis pela identificação e erradicação de focos do mosquito, a entrega do segundo ciclo do LIRAa teve um atraso de alguns dias, sendo emitido junto com o último boletim da situação das arboviroses de Recife.

BoletimNesse boletim, do dia 3 de janeiro a 26 de março deste ano, foram notificados 10.665 casos de arboviroses, sendo 4.628 casos de dengue, 3.480 casos de Chikungunya e 2.557 de Zika. Dentre as notificações, foram confirmados 2.497 casos, sendo 1.889 de dengue, 608 de Chikungunya e um de Zika. Em relação ao mesmo período de 2015, foram notificados 10.091 de arboviroses, o que corresponde a um crescimento de 5,7% no número de registros.

Ainda segundo o boletim, os bairros que apresentaram o maior risco de adoecimento pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti foram: Recife (4,8%), Mangabeira (2,2%), Cidade Universitária (1,9%), Totó (1,1%), Bomba do Hemetério (1,08%), Ponto de Parada (1,04%), Alto do Mandu (0,79%), Areias (0,77%), Paissandu (0,75%) e Rosarinho (081%). Nenhum desses bairros estava em situação de alerta no primeiro LIRAa.

“Se todo mundo fizer sua parte nós teríamos um LIRAa menor. e 15 em posição satisfatória.

Por causa da paralisação dos agentes de combate Cada um precisa fazer seu papel, fazer vistorias todo dia em sua casa. É uma lógica, uma consciência de educação de saúde que precisamos mudar”, acredita Maisa ao dizer que essa mudança no quadro de bairros é considerada normal. “Fazemos e direcionamos nossas ações. É uma luta sem fim”, completa.

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