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Jorginho celebra resgate de Rafael Vaz e revela previsão de gol do título

Treinador do Vasco revela que zagueiro treinava separado do grupo e estava desacreditado quando chegou em São Januário, no ano passado

Rafael Vaz comemora gol de empate do Vasco na final do Carioca (Foto: André Durão)

Ainda com a voz rouca do esforço feito à beira do gramado do Maracanã e também pela comemoração do título de campeão carioca, conquistado no domingo com o empate em 1 a 1 sobre o Botafogo, Jorginho falou sobre a importância de motivar o grupo de jogadores ainda em 2015, quando chegou em São Januário com a missão de salvar o time do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O técnico lembrou, inclusive, que o herói do título, Rafael Vaz, foi um dos atletas do elenco que precisou ser resgatado pela comissão técnica (assista ao vídeo).

- Rafael Vaz é exatamente esse jogador porque, quando eu cheguei ao Vasco, ele estava treinando separado e estava meio desacreditado. A gente começou a conversar com ele, viu o potencial do jogador, que é muito técnico, muito qualificado, toque de bola, chute a gol e a presença marcante na área com a cabeça também. Falei na preleção ontem que temos cinco zagueiros que posso fechar os olhos e escolher. O Rafael Vaz entendeu isso, continuou trabalhando. Falei com ele que precisa de mais dinâmica de jogo, intensidade no trabalho. É um jogador mais cadenciado, mas precisava ser mais intenso no toque de bola e ele deu uma ótima resposta - disse Jorginho, que em seguida completou com uma previsão:

- Ontem (domingo), quando ele ia subsitutir o Luan, eu falei com ele como era interessante como Deus faz as coisas, que iria entrar numa situação que não imaginava, mas que iria fazer o gol que decidiria o jogo. Foi muito legal. Muito bom. 

O treinador do Vasco também explicou como a experiência do elenco cruz-maltino fez diferença na decisão do campeonato, principalmente, após sair atrás no placar no Maracanã. Jorginho comentou que, apesar da alta média de idade dos jogadores, procura sempre manter um trabalho psicológico com os atletas com quem trabalha.  

- Assim que tomamos o gol, eu e o Zinho começamos a gritar com os jogadores para levantar o moral deles e é uma coisa que a gente costuma fazer. O pessoal sempre me pergunta como fazer com a questão psicológica. A gente não trabalha nada separado. Todo o trabalho técnico, tático, físico e psicológico é junto. Está tudo incluído em um tipo de treinamento e estamos o tempo todo dando um feedback para o jogador. E percebemos, sabemos o quanto a equipe se abate quando sofre o gol. Mas eu tenho uma equipe muito experiente, muito qualificada e eles entenderam isso. Continuaram bem equilibrados durante o jogo e que bom que o Rafael acabou entrando no jogo e decidiu o jogo - concluiu. 

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