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Jovem confessa morte de amiga de infância por ciúmes na capital de MS

Manicure de 22 anos foi encontrada morta com marca de tiro em cachoeira.Suspeita ficou foragida por um mês antes de se apresentar na delegacia.

Montagem mostra que suspeita do crime mudou visual enquanto esteve foragida (Foto: Graziela Rezende/Gabriela Pavão/G1 MS)

Gabriela Antunes Santos, 20 anos, confessou em depoimento à Polícia Civil que matou por ciúmes a amiga de infância Jeniffer Nayara Guilhermete de Morais, de 22 anos. A vítima era manicure e foi encontrada morta com marca de tiro em uma cachoeira de Campo Grande no dia 16 de janeiro.

A suspeita ficou foragida por um mês e se apresentou na 2ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande na segunda-feira (15). No período em que ficou escondida, Gabriela mudou o visual. De loira na época do crime, ficou morena e com cabelos mais curtos.CiúmesSegundo o delegado Alexandre Evangelista, titular da 2ª DP, em depoimento Gabriela disse que desconfiava que a vítima mantinha relacionamento amoroso com o marido dela.

A partir da apresentação, o motivo foi esclarecido pela Gabriela, que contou que, em contato com uma amiga [ouvida pela polícia como testemunha] ficou sabendo que a vítima e outra amiga tinham ido a um motel com o marido dela [Gabriela] e outro homem. Isso teria sido há 6 anos, mas a Gabriela desconfiava que pudesse ser recente e disse que queria dar um susto na Jeniffer, explicou Evangelista.

Gabriela e Jeniffer cresceram juntas e, na adolescência, costumavam dormir uma na casa da outra, segundo o delegado. No dia do crime, a suspeita e outras duas garotas buscaram Jeniffer em um carro e a levaram para a região conhecida como Inferninho.

No caminho, segundo depoimento da suspeita, Jeniffer teria confessado relacionamento com o marido de Gabriela e teria debochado da situação, chamando a suspeita de corna.Gabriela disse que esperava que a vítima se redimisse, mas a vítima reafirmou que a autora era corna e também teria falado que a mãe da autora também tinha sido traída pelo companheiro, informou o delegado.Fratura na colunaChegando no local, Gabriela disse à polícia que Emilly Karoliny Leite, de 19 anos, e uma adolescente de 16 anos, desceram do carro e presenciaram quando Jeniffer foi atingida por um tiro no rosto.Ela [Gabriela] diz que a vítima caiu no precipício e que jogou a arma na cachoeira, afirmou a autoridade policial. Laudo necroscópico aponta que a causa da morte de Jeniffer foi fratura na coluna cervical.IndiciamentoEmilly está presa desde o início das investigações e disse para a polícia que não imaginava que Gabriela seria capaz de matar a manicure e que estava armada na ocasião.

O inquérito policial foi relatado ao judiciário no dia 12 de fevereiro, segundo Evangelista. Gabriela foi indiciada pelos crimes de homicídio doloso qualificado por motivo torpe e emboscada que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima, corrupção de menores e porte ilegal de arma de fogo. Ela permanece presa por mandado de prisão temporária, mas a polícia já pediu a conversão para preventiva.

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