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Jovens e crianças são assaltados em plena luz do dia em escola de MS

Estudantes são atacados e agredidos na saída de escola na capital.Por causa da violência, pais resolveram acompanhar saída dos filhos.

Pais de estudantes de uma escola da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande estão preocupados com a segurança dos filhos. Assaltantes têm atacado crianças e adolescentes em plena luz do dia após a saída da escola. Quando dizem aos ladrões que não têm nada em mãos, são até ameaçados de morte, segundo denúncias.

A auxiliar financeira Deolinda Andrade permitia que a filha de 13 anos fosse sozinha para escola, até a menina ser vítima de um assalto pouco antes do almoço. A garota conta que estava com a amiga e um primo quando foram surpreendidos por um assaltante. Na ação, o suspeito teria a agredido nas costas e levou o material escolar dos três.

De acordo com a prefeitura, apenas a Guarda Municipal faz rondas no entorno das escolas, e faz quatro meses que o local recebeu reforços a pedido da população. Além disso, na sexta-feira (18) foram realizadas ações para reprimir os roubos e furtos nos arredores da escola.

Por causa da violência, a mãe prefere matricular a filha em uma escola perto de onde moram, pois acredita ser mais seguro. Além disso, as crianças estão sendo assaltadas principalmente nos pontos de ônibus. A orientação, segundo a mãe de Geovana, é para que os estudantes saiam em grupos.

Em outra denúncia, dois assaltantes roubaram duas bicicletas de um grupo de estudantes. Mesmo em nove pessoas, a dupla não se intimidou e ameaçou as vítimas com uma faca e um facão. Segundo elas, os assaltantes seriam dois meninos.

Os estudantes que são alvos dos criminosos têm entre 12 e 14 anos. Eles saem da escola a pé e vão até o ponto de ônibus. É durante esse trajeto que acontecem os assaltos. Eles denunciam que nas últimas duas semanas seis alunos foram roubados.

Em outro caso, a vítima afirma que ligou para a polícia, mas foi informada de que não tinha viatura disponível para atender a ocorrência. Eles afirmam que os assaltantes agridem quando a vítima diz que não tem celular.A Guarda Municipal faz a segurança interna da escola, mas os pais estão inseguros e buscam os filhos por medo dos assaltos.

Já em uma escola particular em outro ponto da capital sul-mato-grossense, o alvo dos criminosos são os carros. Câmeras de segurança não inibiram a ação de ladrões enquanto a bancária Eliete Aparecido Cândido deixava os filhos na escola. Ela teve a bolsa roubada depois que os suspeitos arrombaram seu automóvel. Outra vítima afirma que dois veículos foram arrombados na semana passada.

A escola vai instalar câmeras com maior definição e abrangência e contratou seguranças. A instituição também pediu maior fiscalização da polícia nas proximidades, mas disse que as ações policiais de prevenção aos crimes reduziram desde o último assalto.

Sobre a suposta falta de viaturas, o tenente-coronel da Polícia Militar (PM), Emerson Almeida, comentou que ao ser colocada na fila de espera, a população entende que não está sendo atendida. Na verdade, a gente atende todas as ocorrências que é captada pelo 190 de acordo com a nossa demanda e a nossa possibilidade de viaturas naquele momento, afirmou o PM.

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