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Manifestantes penduram Dilma em praça pública durante protesto

Rodovia que liga São Paulo a Mato Grosso do Sul chegou a ser fechada

Boneco de Dilma foi içado por guindaste (Foto: JP News)

Integrantes do grupo “Vem pra Rua Três Lagoas” bloquearam o tráfego de veículos sobre o aterro da Usina de Jupiá, na divisa entre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, em protesto contra a corrupção e o governo da presidente Dilma Rousseff.

A manifestação teve início por volta das 8h desta sexta-feira (1º), em um posto de combustíveis situado na avenida Ranulpho Marques Leal, perímetro urbano da BR-262. De lá, o grupo de manifestantes, entre eles empresários e membros da sociedade civil organizada, seguiu em carreata para o aterro de Jupiá, onde o trânsito foi interrompido por aproximadamente 40 minutos.

Com camisetas do Brasil e a Bandeira Nacional, os manifestantes pediram o fim da corrupção e também o impeachment de Dilma Rousseff. A presidente foi representada por um boneco, vestido de presidiário. Palavras de ordem foram proferidas com a ajuda de um trio elétrico. Toda a manifestação foi acompanhada por uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Durante o bloqueio, ambulâncias, veículos com pacientes e um que transportava medicamentos, foram autorizados pelo grupo a passarem. Conforme a PRF, o fluxo de veículos naquele horário estava tranquilo e a manifestação gerou um congestionamento de aproximadamente um quilômetro nos dois sentidos.

Da usina, o grupo para a sede da Polícia Federal em Três Lagoas para manifestar apoio, através de ofício, à instituição, responsável pelas investigações da Operação Lava-Jato. Em frente à delegacia, os manifestantes cantaram o Hino Nacional e depois seguiram para o comércio local. O ponto de concentração foi a praça Senador Ramez Tebet, onde o boneco da presidente foi pendurado por um guindaste.

Conforme o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI/TL), Atílio D’Agosto, comerciantes locais foram convidados a fecharem as portas de seus estabelecimentos em sinal de protesto. 

Esta foi a segunda manifestação realizada pelo grupo na última quinzena. Conforme a empresária Sayuri Baez, um novo protesto será organizado nos próximos dias, porém, com outro modelo. A intenção é envolver a população em geral. “Esse é um movimento totalmente apartidário, que quer o fim da corrupção no nosso país. Agora, estamos estudando um novo modelo com o objetivo de envolver mais a população em geral. Para isso, vamos convidar os presidentes de bairros para uma reunião e estudar formas de levar esses protestos para os bairros da cidade”, destacou.

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