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Marido alérgico a pelos faz mulher adotar galinha em Campo Grande

Ave foi salva de atropelamento por vegetariana no Centro da capital.Jovem proibiu que casal abatesse a ave ou consumisse os ovos.

Galinha escapou de atropelamento e é criada livre em quintal (Foto: Maíra Amorim Prado/Arquivo pessoal)

Em vez de cachorro ou gato, a empreendedora Maíra Amorim Prado, de 30 anos, preferiu ter uma galinha como bicho de estimação. O quintal da casa onde ela mora já não tem o mesmo vazio de antes. Mas, não foi apenas a afeição por animais que a fez adotar Zezé. A alergia do marido a pelo de bichos foi decisiva para que o casal adotasse a galinha.Zezé é uma guerreira, como diz a própria dona. A ave foi salva enquanto corria desesperadamente no Centro de Campo Grande, ao mesmo tempo em que desviava de pessoas e carros. Ignorada pelos pedestres, ela foi avistada em uma praça por Emanuelle Moura, de 23 anos, que é vegetariana e estudante de ciências biológias.

CorreriaFaz três meses que a jovem mantém a dieta livre de carne e alimentos de origem animal, como queijos e leite. Fazia muito tempo que eu não sai para comer fora e resolvi ir em uma feira vegana, na Praça dos imigrantes. Na hora de ir embora, eu vi uma galinha correndo, atravessando a rua. Não acreditei quando vi, relatou a jovem.

A ave fugia de um homem no meio do praça. Ele segurava um frango pelas pernas enquanto corria atrás da galinha. Até que ele desistiu e disse: ela vai morrer de qualquer jeito mesmo, relata Emanuelle. A insensibilidade do homem com a ave comoveu a estudante.Eu senti o desespero dela, estava passando muitos carros, poderia ter sido atropelada, afirmou Emanuelle, acrescentado que acabou convencendo o pai de ajudá-la a salvar a ave. Na correria atrás da galinha, eles encurralaram a ave e a pegaram em uma casa com a ajuda de moradores.

Ao voltar para casa, Emanuelle vivia um dilema. Nem o pais, nem o cachorro de estimação admitiam a presença da galinha na casa. Para resolver a situação, ela resolveu procurar uma pessoa disposta a adotá-la. Em uma rede social, publicou uma selfie pedindo um lar para a Zé e exigiu: tem que ser alguém de confiança para ela não virar janta.Outro requisito exigido por Emanuelle era o de não comer os ovos da galinha. Apesar da dificuldade, a jovem encontrou Maíra e teve a certeza de que havia encontrado a pessoa ideal para cuidar da ave. Além de mais uma sílaba para o nome, Zezé ganhou uma nova casa e os muros da residência passaram a demarcar os limites para sua liberdade.Novo larMaíra também é vegetariana e não come derivados de animais. Ela diz que sempre gostou de bichos, mas teve que deixá-los por causa do marido. Meu marido é alérgico a pelos. Ele está até fazendo tratamento. Mas eu soube que da menina que tinha resgatado a galinha nós resolvemos adotar. Gostamos muito dos animais, afirma a mulher.A presença da galinha Zezé na casa mudou o ambiente. Ela não é tão carinhosa como cachorro, gato. Mas ela gosta mais do meu do meu marido. Ele chama, ela vem e deixa fazer carinho. E a Zezé é muito inteligente também. Tem uma arvorezinha, todo dia quando marca 16h ela sobe para dormir. É um amorzinho, comenta Maíra.Aliviada com o fato de ter livrado a galinha da morte, Maíra garante que Zezé terá liberdade para viver naturalmente. Ela com certeza era para alguém comer. Ela precisava de um lar, de alguém que fosse cuidar dela. Aqui ela vai morrer velhinha, garante a empreendedora.
Maíra afirma que a galinha vai morrer velhinha no quintal da casa (Foto: Maíra Amorim Prado/Arquivo pessoal)

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