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Ministros do PMDB sinalizam a Dilma que podem deixar governo

Ministros se encontraram com a presidente um dia antes de reunião que pode cravar fim do apoio da legenda ao Planalto

O vice-presidente, Michel Temer, ao lado de Dilma Rousseff: apoio ao governo está perto do fim (Foto: Antonio Cruz| Agencia Brasil)

Ministros do PMDB sinalizaram à presidente Dilma Rousseff que será muito difícil permanecer no governo caso o partido aprove a saída da base aliada na terça-feira (29). A indicação foi dada durante uma reunião no Palácio do Planalto, nesta segunda (28), para a qual compareceram seis dos sete representantes da legenda na Esplanada.

Dois ministros ouvidos pela reportagem afirmam que vão anunciar uma decisão conjunta depois que a definição do partido for formalizada. E mesmo aqueles que resistem à ideia de abandonar o cargo reconhecem que ficar no governo será muito difícil se o PMDB realmente optar por deixar a base aliada. Um deles classificou como um banho de água fria a decisão do PMDB do Rio de abandonar Dilma, anunciada na semana passada.

Antes da reunião com Dilma, o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) teve um encontro com o vice-presidente Michel Temer. Ele tentou, num último apelo, convencer o presidente nacional da legenda a adiar a reunião do Diretório Nacional do PMDB. A data, no entanto, está mantida. Segundo um aliado do peemedebista, a legenda vai dar um prazo maior, provavelmente até o dia 12 de abril, para que os ministros consigam se organizar e entregar seus cargos.

Além de Braga, compareceram ao encontro com Dilma Marcelo Castro (Saúde), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), Helder Barbalho (Portos), Mauro Lopes (Aviação Civil) e Henrique Eduardo Álvares (Turismo).

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, não compareceu por causa da morte de uma amiga, segundo sua assessoria. Ela é uma das maiores apoiadoras de Dilma e, nos últimos dias, cresceram os rumores de que poderia trocar de partido para permanecer no governo.

Varejo

Diante da debandada do PMDB, a estratégia do governo vai ser atuar no varejo para conquistar o maior número de deputados possível. A ideia é entregar os cargos que estavam com o partido para outras legendas que garantirem votos contra o impeachment. Hoje, o cálculo do Planalto é que o governo não tem os 171 nomes necessários para barrar o processo na Câmara e que seria muito difícil paralisá-lo no Senado.

Para auxiliares palacianos, diante da perspectiva de que a comissão que analisa o impeachment vai terminar seus trabalhos em meados de abril, a permanência ou não de Dilma na Presidência vai depender dos acordos que serão fechados nos próximos 15 dias.

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