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Pivô de morte de manicure soube do crime depois, diz polícia de MS

Jenifer Nayara foi morta em janeiro de 2016, no Inferninho, na capital de MS.Acusada disse que matou vítima por ciúmes de Alisson Patrick, ex-marido.

Ex-marido de acusada negou participação na morte de manicure (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)

Alisson Patrick Vieira da Rocha, de 20 anos, apontado como pivô da morte da manicure Jenifer Nayara Guilhermete de Morais, de 22 anos, não participou do crime e só soube do homicídio depois, segundo apontou investigações da Polícia Civil. Na época, ele era casado com a acusada do crime, Gabriela Antunes dos Santos, de 20 anos.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (15), Alisson negou participação na morte e disse que se separou da acusada depois do crime. Ele também negou ser dono da arma usada por Gabriela e não foi indiciado no caso, segundo o delegado Alexandre Evangelista, titular da 2ª DP de Campo Grande.

Foi apurado pela Polícia Civil, com base nos depoimentos que colhemos, que não houve participação física ou mental de Alisson. Ficou comprovado e o que se tem nos autos é que Alisson não sabia que a esposa Gabriela saiu para matar Jenifer, afirmou Evangelista.

ProcuradoAlisson foi ouvido pela polícia depois de ser preso na última sexta-feira (11). Ele era procurado pelo homicídio de uma travesti em março de 2015, também na capital. Na ocasião, ele matou a vítima a tiros para defender Gabriela e depois fugiu, segundo a polícia.

No caso da manicure, Gabriela matou Jenifer com ajuda de uma amiga e alegou que o motivo foi ciúmes de Alisson, que teve relacionamento anterior com a vítima.

As investigações foram concluídas e o inquérito encaminhado ao poder judiciário. Gabriela e Emilly Karoliny Leite, de 19 anos, foram denunciadas no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS) e a Justiça acatou a denúncia, considerando Gabriela como mentora e Emily como coautora do crime.

ArmaO único fato que faltou ser esclarecido durante a investigação foi qual arma Gabriela usou no homicídio. A acusada disse à polícia que usou a arma de Alisson e jogou na cachoeira do Inferninho, onde a vítima foi encontrada morta, mas o objeto não foi encontrado pela polícia. O ex-marido nega ser dono da arma.

Ele diz que a Gabriela havia recebido uma indenização e usou o dinheiro para comprar a arma. Já Gabriela, disse que a arma era dos dois, que compraram para defesa pessoal, e que Alisson teria usado o mesmo revólver para matar o travesti, informou Evangelista.

O delegado também afirmou que vê necessidade de uma acareação entre Gabriela e Alisson como forma de esclarecer a dúvida sobre arma, mas, como o caso já foi concluído pela Polícia Civil o confronto das versões teria que ser solicitado pelo Ministério Público ou pelo juiz.

Ainda conforme a polícia, mesmo que a arma usada no crime pertencesse a Alisson ele não poderia ser indiciado por ter sido apontado como coautor por nenhuma das acusadas.

Entenda o casoJeniffer foi encontrada morta no dia 16 de janeiro, com marcas de tiro em uma cachoeira do córrego Céuzinho, em Campo Grande.

De acordo com as investigações, Gabriela, que era amiga de infância da manicure, teria ligado para vítima dizendo que as duas precisavam conversar. Segundo a polícia, Gabriela já estava com a adolescente de 16 anos no carro, pegou Emilly em casa e só depois buscou a vítima.

Todas foram até o local do crime. Lá, a manicure foi executada. O tiro teria partido de uma arma de Gabriela, Emilly teria ajudado e a adolescente ficado no carro. Ainda de acordo com a polícia, durante o trajeto do local de trabalho de Jeniffer até a cachoeira, todas as mulheres fumaram maconha, inclusive a vítima.

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