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Presidente egípcio admite atentado em queda de avião russo

Aeronave caiu no Sinai em outubro de 2015, matando 224 pessoas.Estado Islâmico assumiu o atentado.

Foto mostra os destroços do avião russo A321, que caiu em Wadi al-Zolomat, no Egito, com 224 pessoas a bordo (Foto: Maxim Grigoryev/Ministério de Emergencias da Rússia/via AFP)

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, reconheceu pela primeira vez nesta quarta-feira (24) que o avião de turistas russos que caiu em 31 de outubro no Sinai matando as 224 pessoas a bordo foi alvo de um atentado, como Moscou já afirmou.

Em 31 de outubro, um Airbus A-321 da companhia russa Metrojet, partiu-se repentinamente a cerca de 10.000 metros de altitude, 23 minutos depois de decolar do balneário de Sharm el-Sheikh, no sul da península Sinai.

O braço egípcio do grupo Estado Islâmico (EI) assegurou ter colocado uma pequena bomba no interior da aeronave, enquanto os investigadores russos concluíram em novembro que o incidente foi um ataque.

Mas até então, as autoridades do Cairo repetiam que as causas do incidente eram desconhecidas.

Quem derrubou este avião, o que queria? Queria apenas atingir o turismo (no Egito)? Não. Queria atingir as relações com a Rússia, declarou o presidente Sissi a vários líderes do governo e empresários durante uma conferência sobre o desenvolvimento do Egito.

Em 17 de novembro, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que os investigadores russos haviam encontrado evidências de que uma bomba foi colocada na aeronave, e prometeu punir os responsáveis.

No mesmo dia, o chefe dos serviços secretos russos anunciaram que um artefato explosivo de potência equivalente a 1 kg de TNT havia explodido a bordo. As análises dos escombros revelaram vestígios de um explosivo de fabricação estrangeira, acrescentou.

Depois da tragédia, o Reino Unido cancelou seus voos para Sharm el-Sheikh e começou a repatriar seus cidadãos, como medida de precaução. Logo depois, a Rússia proibiu todos os voos para o Egito, repatriando igualmente seus cidadãos.

O turismo, já profundamente afetado pela onda de ataques no Egito, está praticamente paralisado. Londres ainda não retomou os voos para a região balneária, nem Moscou para todo o país.

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